Gabriel Nistardo - @NstX1. Tecnologia do Blogger.

Quem sou eu

Torcedor do Pistons desde 2005. Apaixonado por sua história e seus grandes jogadores. Fã de debates e discussões relacionadas ao time. Pistons, Pistons!

segunda-feira, 25 de abril de 2016


Quatro jogos. Quatro derrotas. Assim o Detroit Pistons se despede da temporada 2015-16 da NBA. A primeira temporada em sete anos que teve mais de 82 jogos para a equipe. Quatro jogos contra uma equipe notoriamente mais forte, que deve chegar às finais da liga, salvo alguma surpresa. Quatro jogos em que, na maior parte do tempo, o Pistons jogou com o espírito que todos nós esperamos que os jogadores que vestem essa camisa tenham. Pecaram ao fechar jogos, pecaram por inexperiência, pecaram na defesa (alô, Harris). Pecaram demais. E isso foi determinante para a eliminação.

Mas, pelo menos para mim (passadas as emoções do jogo), o que fica - além da experiência para os próximos anos - é um agradecimento. Agradecimento aos jogadores que entraram no clima do que é ser jogador do Pistons, mesmo, às vezes, cometendo erros bobos e falando demais (Johnson...) e, principalmente, ao Van Gundy, que, apesar de algumas decisões esquisitas no meio dos jogos conseguiu nos tirar de um poço - há pouco mais de um ano o Pistons tinha ganho 5 jogos em 28, na temporada seguinte playoffs, campanha positiva depois de 8 anos e uma base promissora para o futuro.

Ainda há muito o que fazer, evoluir e, provavelmente ainda vamos passar por mais eliminações parecidas até, finalmente, conseguir dar um passo a mais e voltar a competir por títulos, mas o elenco ainda é muito jovem e ainda pode evoluir bastante, o futuro parece ser animador.

Pontos importantes da série:

- O banco CLARAMENTE foi um problema. Blake compromete muito na defesa, faltam pontuadores na segunda unidade e, Aron Baynes é um bom e sólido reserva, mas não serve para substituir Drummond por tanto tempo, o que nos leva ao que deve ser, agora, o maior problema do time

- Andre Drummond é um jogador que consegue, num espaço de dois minutos, nos levar do êxtase à profunda frustração. Não é só o hack e os problemas de lance-livre - que, claramente são o grande problema do pivô - mas há outras muitas coisas que ele precisa melhorar. A proteção de aro, a leitura em certas infiltrações, o jogo de costas pra cesta. O medo maior é que os lances-livres façam com que ele não perceba esses outros defeitos, e o jogador estagnar. Drummond foi altamente exposto na série (apesar de alguns bons momentos), não conseguiu limitar os rebotes ofensivos de Tristan Thompson, não pegou tantos rebotes como faz de costume e poucas vezes foi utilizado em situações de pick-and-roll, talvez até por medo de faltas propositais, além, é claro, do hack. 

No entanto, tudo isso pode nos fazer esquecer que ele ainda é o melhor reboteiro da liga, mas não só - é, também, um jovem de 22 anos que fazia seu primeiro jogo de playoffs na carreira, com a responsabilidade de ser o único all-star do time (e da franquia desde 2009), com o prestígio de uma indicação para top 10 na votação de mvp no site da NBA, é uma bela pressão. Juntando isso à frustração a cada lance livre errado, temos uma boa chance de coisas darem errado. Ainda assim, 22 anos e a melhor chance que temos de ter uma estrela. Não podemos desistir dele.

- Sobre Reggie Jackson, eu realmente não sei o que dizer. Ele comandou o ataque em certos momentos, mas ainda assim, a tentativa de ganhar jogos sozinho no final resultou em desastres - escorregões, turnovers, arremessos imbecis e, o pior de todos, a tentativa bizarra de cavar uma falta com o caminho livre para uma bandeja para empatar o jogo. Muitas dessas coisas são da inexperiência e compreensíveis para um jogador que abraçou a idéia de ser o líder desse time e que, em diversos momentos da temporada regular, foi clutch em situações de fim de jogo, mas, ainda assim, prejudicou a equipe.

- Apesar de uma certa 'birra' minha, KCP foi o melhor jogador do time na série, o que menos falhou, e o que mais contribuiu na defesa. Aos poucos, Pope vai se estabelecendo como um dos melhores defensores de perímetro da liga, nada mal para uma oitava escolha de um draft horrível.

- Morris teve bons e maus momentos mas, no geral, foi o principal scorer do time e uma boa válvula de escape enquanto as bolas estavam caindo, mas teve momentos bem abaixo da crítica (como todos, é bem verdade). Ainda assim é um bom valor dessa equipe.

- Harris tremeu e não apareceu para a série. Mal na defesa, pior no ataque. Teve bons momentos no jogo 4, mas muito aquém do que esperávamos. Pelo que mostrou na temporada regular, foi decepcionante.

- Stan Van Gundy, por sua vez, como técnico teve momentos de pane. O mais notório foi quando, após um bom primeiro quarto, SVG voltou com o time todo reserva para o segundo quarto e foi desastroso. No entanto, a maioria dos erros dele podem ser divididas (não justificadas) com a falta de elenco e o banco fraco. No geral, como técnico, um bom trabalho, mas longe de ser perfeito. Bem longe.

O que o Pistons leva dessa série, principalmente, é a experiência. Foram muitos erros justificados e compreensíveis para um time que tinha 4 dos 5 titulares com zero jogos de playoffs na carreira. Era o que eu esperava, para ser sincero. Mas, apesar de tudo, das inevitáveis cornetas, no fundo esse time me deixou muito orgulhoso. Quatro jogos e três deles muito parelhos, e o outro também parelho até o intervalo. Fomos varridos, sim, mas não sem lutar, não foi fácil para eles. Caímos de pé, é o que eu esperava e queria deles, e eles me deram isso, no fim, só posso dizer obrigado.

Obrigado ao elenco por lutar a cada posse de bola, mesmo sendo punidos pela inexperiência, e pela falta de profundidade. Obrigado ao SVG por transformar COMPLETAMENTE a franquia em menos de dois anos, obrigado ao Gores por se importar com a franquia e não ter medo de entregá-la ao Stan. Obrigado aos torcedores que foram ao Palace e fizeram aquela quadra relembrar os bons tempos. Obrigado ao Anthony Tolliver pelo carisma. Obrigado em especial ao KCP, porque é, de longe, o jogador que eu mais critico injustamente.

E o lembrete: estaremos de volta. E mais fortes. Rumo, de novo, ao topo do Leste. Ao topo da liga. Onde sempre merecemos estar.
Outros

Obrigado

Por Gabriel Nistardo  |  Sem comentários


Quatro jogos. Quatro derrotas. Assim o Detroit Pistons se despede da temporada 2015-16 da NBA. A primeira temporada em sete anos que teve mais de 82 jogos para a equipe. Quatro jogos contra uma equipe notoriamente mais forte, que deve chegar às finais da liga, salvo alguma surpresa. Quatro jogos em que, na maior parte do tempo, o Pistons jogou com o espírito que todos nós esperamos que os jogadores que vestem essa camisa tenham. Pecaram ao fechar jogos, pecaram por inexperiência, pecaram na defesa (alô, Harris). Pecaram demais. E isso foi determinante para a eliminação.

Mas, pelo menos para mim (passadas as emoções do jogo), o que fica - além da experiência para os próximos anos - é um agradecimento. Agradecimento aos jogadores que entraram no clima do que é ser jogador do Pistons, mesmo, às vezes, cometendo erros bobos e falando demais (Johnson...) e, principalmente, ao Van Gundy, que, apesar de algumas decisões esquisitas no meio dos jogos conseguiu nos tirar de um poço - há pouco mais de um ano o Pistons tinha ganho 5 jogos em 28, na temporada seguinte playoffs, campanha positiva depois de 8 anos e uma base promissora para o futuro.

Ainda há muito o que fazer, evoluir e, provavelmente ainda vamos passar por mais eliminações parecidas até, finalmente, conseguir dar um passo a mais e voltar a competir por títulos, mas o elenco ainda é muito jovem e ainda pode evoluir bastante, o futuro parece ser animador.

Pontos importantes da série:

- O banco CLARAMENTE foi um problema. Blake compromete muito na defesa, faltam pontuadores na segunda unidade e, Aron Baynes é um bom e sólido reserva, mas não serve para substituir Drummond por tanto tempo, o que nos leva ao que deve ser, agora, o maior problema do time

- Andre Drummond é um jogador que consegue, num espaço de dois minutos, nos levar do êxtase à profunda frustração. Não é só o hack e os problemas de lance-livre - que, claramente são o grande problema do pivô - mas há outras muitas coisas que ele precisa melhorar. A proteção de aro, a leitura em certas infiltrações, o jogo de costas pra cesta. O medo maior é que os lances-livres façam com que ele não perceba esses outros defeitos, e o jogador estagnar. Drummond foi altamente exposto na série (apesar de alguns bons momentos), não conseguiu limitar os rebotes ofensivos de Tristan Thompson, não pegou tantos rebotes como faz de costume e poucas vezes foi utilizado em situações de pick-and-roll, talvez até por medo de faltas propositais, além, é claro, do hack. 

No entanto, tudo isso pode nos fazer esquecer que ele ainda é o melhor reboteiro da liga, mas não só - é, também, um jovem de 22 anos que fazia seu primeiro jogo de playoffs na carreira, com a responsabilidade de ser o único all-star do time (e da franquia desde 2009), com o prestígio de uma indicação para top 10 na votação de mvp no site da NBA, é uma bela pressão. Juntando isso à frustração a cada lance livre errado, temos uma boa chance de coisas darem errado. Ainda assim, 22 anos e a melhor chance que temos de ter uma estrela. Não podemos desistir dele.

- Sobre Reggie Jackson, eu realmente não sei o que dizer. Ele comandou o ataque em certos momentos, mas ainda assim, a tentativa de ganhar jogos sozinho no final resultou em desastres - escorregões, turnovers, arremessos imbecis e, o pior de todos, a tentativa bizarra de cavar uma falta com o caminho livre para uma bandeja para empatar o jogo. Muitas dessas coisas são da inexperiência e compreensíveis para um jogador que abraçou a idéia de ser o líder desse time e que, em diversos momentos da temporada regular, foi clutch em situações de fim de jogo, mas, ainda assim, prejudicou a equipe.

- Apesar de uma certa 'birra' minha, KCP foi o melhor jogador do time na série, o que menos falhou, e o que mais contribuiu na defesa. Aos poucos, Pope vai se estabelecendo como um dos melhores defensores de perímetro da liga, nada mal para uma oitava escolha de um draft horrível.

- Morris teve bons e maus momentos mas, no geral, foi o principal scorer do time e uma boa válvula de escape enquanto as bolas estavam caindo, mas teve momentos bem abaixo da crítica (como todos, é bem verdade). Ainda assim é um bom valor dessa equipe.

- Harris tremeu e não apareceu para a série. Mal na defesa, pior no ataque. Teve bons momentos no jogo 4, mas muito aquém do que esperávamos. Pelo que mostrou na temporada regular, foi decepcionante.

- Stan Van Gundy, por sua vez, como técnico teve momentos de pane. O mais notório foi quando, após um bom primeiro quarto, SVG voltou com o time todo reserva para o segundo quarto e foi desastroso. No entanto, a maioria dos erros dele podem ser divididas (não justificadas) com a falta de elenco e o banco fraco. No geral, como técnico, um bom trabalho, mas longe de ser perfeito. Bem longe.

O que o Pistons leva dessa série, principalmente, é a experiência. Foram muitos erros justificados e compreensíveis para um time que tinha 4 dos 5 titulares com zero jogos de playoffs na carreira. Era o que eu esperava, para ser sincero. Mas, apesar de tudo, das inevitáveis cornetas, no fundo esse time me deixou muito orgulhoso. Quatro jogos e três deles muito parelhos, e o outro também parelho até o intervalo. Fomos varridos, sim, mas não sem lutar, não foi fácil para eles. Caímos de pé, é o que eu esperava e queria deles, e eles me deram isso, no fim, só posso dizer obrigado.

Obrigado ao elenco por lutar a cada posse de bola, mesmo sendo punidos pela inexperiência, e pela falta de profundidade. Obrigado ao SVG por transformar COMPLETAMENTE a franquia em menos de dois anos, obrigado ao Gores por se importar com a franquia e não ter medo de entregá-la ao Stan. Obrigado aos torcedores que foram ao Palace e fizeram aquela quadra relembrar os bons tempos. Obrigado ao Anthony Tolliver pelo carisma. Obrigado em especial ao KCP, porque é, de longe, o jogador que eu mais critico injustamente.

E o lembrete: estaremos de volta. E mais fortes. Rumo, de novo, ao topo do Leste. Ao topo da liga. Onde sempre merecemos estar.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Augustin saiu do banco para enterrar o Mavericks ontem à noite
Confesso que estava relutante em elogiar o Pistons após a dispensa de Josh Smith. A notícia de sua dispensa no dia 22 do último mês pegou todo mundo de surpresa. No final, àquela altura, balanceando os prós (todos) e os contras (nenhum), dei minha opinião de que sim, tinha sido um movimento inteligente. E mal podia esperar o próximo jogo para ver como as coisas aconteceriam dentro de quadra.
Análises

O novo velho Detroit Pistons

Por Gabriel Nistardo  |  1 comentário

Augustin saiu do banco para enterrar o Mavericks ontem à noite
Confesso que estava relutante em elogiar o Pistons após a dispensa de Josh Smith. A notícia de sua dispensa no dia 22 do último mês pegou todo mundo de surpresa. No final, àquela altura, balanceando os prós (todos) e os contras (nenhum), dei minha opinião de que sim, tinha sido um movimento inteligente. E mal podia esperar o próximo jogo para ver como as coisas aconteceriam dentro de quadra.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Não precisa voltar nunca mais, Josh Smith (Foto: CBS Sports)
Nessa que é a grande surpresa desse final de ano, o Detroit Pistons acaba de anunciar que o ala Josh Smith, 29, mais dois anos de contrato e 27 milhões em vencimentos a receber, está na lista de dispensa da equipe e não joga mais pelo Pistons.

Notícias

Detroit Pistons dispensa Josh Smith

Por Gabriel Nistardo  |  Sem comentários

Não precisa voltar nunca mais, Josh Smith (Foto: CBS Sports)
Nessa que é a grande surpresa desse final de ano, o Detroit Pistons acaba de anunciar que o ala Josh Smith, 29, mais dois anos de contrato e 27 milhões em vencimentos a receber, está na lista de dispensa da equipe e não joga mais pelo Pistons.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014


Uma das gratas surpresas da temporada, o Toronto Raptors viaja até Detroit hoje à noite para enfrentar o Pistons, no Palace.

O Pistons continua com muitos problemas, mas felizmente, parece que Andre Drummond não é mais um deles. Além de ter assumido a vice-liderança do ranking de rebotes por jogo, com 12,3 de média, o jogador que vinha sofrendo com faltas no começo da temporada, parece que finalmente começa a se encontrar, e vem de boas atuações pessoais nos últimos jogos, com direito a uma atuação de gala na derrota para o Dallas Mavericks, há dois dias, com 19 pontos e 24 rebotes, sendo 7 deles ofensivos - apesar de ter cometido as 6 faltas e ser ejetado da partida, não é justo dizer que esse foi um fator problemático para o jogo, uma vez que o péssimo terceiro período deu ao Mavericks uma confortável liderança, que foi carregada até o final da partida. 

Além de Drummond, outro ponto de destaque é a mudança feita por Stan Van Gundy no quinteto titular, com Greg Monroe (envolvido em numerosos rumores de troca nos últimos dias) saindo do banco e Kyle Singler começando como titular. No entanto, ainda na busca pela melhor formação, Singler vem tendo algo em torno de 20 minutos por noite como titular, tendo menos minutos do que Caron Butler na maioria das partidas. A rotação está bem mais presente. Pontos fracos no quinteto inicial, Caldwell-Pope agora tem a sombra de Jodie Meeks, retornando de lesão, e Brandon Jennings divide minutos com D.J. Augustin desde o começo da temporada, apesar de ambos viverem uma má fase crônica. Josh Smith continua o mesmo, porém com média de apenas uma bola de três por jogo, é uma evolução.

No lado adversário, apesar de ter recentemente perdido DeMar DeRozan (um dos nomes mais legais da história) por lesão, o Raptors ainda assim é a melhor equipe da conferência Leste, com 20-6. Mais do que isso, a equipe vem praticando um belo basquete, ancorada em seu armador, Kyle Lowry, e em jogadores menos falados, como Terrence Ross e Lou Williams. Lou, por sinal, é o grande destaque da segunda unidade da equipe do Raptors, com belos 14,4 pontos por jogo saindo do banco, em apenas 22 minutos por noite, em média. Anulá-lo é um dos segredos para uma possível vitória. O problema é que o elenco do Pistons não tem profundidade o suficiente para tal, uma vez que a marcação titular de perímetro já é bastante debilitada. Outro duelo interessante é no garrafão. O lituano Jonas Valanciunas é um pivô de bastante potencial, que vem tendo um bom ano, vamos ver como Drummond se sai contra ele. A situação de ambos é parecida. Jovens, com bastante potencial e que vem amadurecendo com o passar de seus anos na NBA.

Um jogo muito complicado para o Pistons, que, após duas vitórias consecutivas contra adversários mais fracos, enfrentou e perdeu para dois times muito fortes. Veremos como a equipe se sai contra um time tecnicamente inferior, mas muito entrosado, bem treinado, empolgado e em um grande momento.

História do confronto

Na história da NBA, Pistons e Raptors se enfrentaram 71 vezes. E, apesar de ter perdido cinco das últimas seis partidas contra a equipe de Toronto, o Pistons ainda leva vantagem: 47 vitórias contra 24.

Ficha técnica - 19/12/2014
Local: The Palace of Auburn Hills, MI
Horário: 7:30 PM (local), 22:30 (Brasília)

Prováveis Lineups:
Pistons:
PG - #7, Brandon Jennings
SG - #5, Kentavious Caldwell-Pope
SF - #25, Kyle Singler
PF - #6, Josh Smith
C - #0, Andre Drummond

Raptors
PG - #7, Kyle Lowry
SG - #2, Landry Fields 
SF - #31, Terrence Ross
PF - #15, Amir Johnson
C - #17, Jonas Valanciunas

Pré-Jogo: Detroit Pistons (5-21) vs Toronto Raptors (20-6)

Por Gabriel Nistardo  |  Sem comentários


Uma das gratas surpresas da temporada, o Toronto Raptors viaja até Detroit hoje à noite para enfrentar o Pistons, no Palace.

O Pistons continua com muitos problemas, mas felizmente, parece que Andre Drummond não é mais um deles. Além de ter assumido a vice-liderança do ranking de rebotes por jogo, com 12,3 de média, o jogador que vinha sofrendo com faltas no começo da temporada, parece que finalmente começa a se encontrar, e vem de boas atuações pessoais nos últimos jogos, com direito a uma atuação de gala na derrota para o Dallas Mavericks, há dois dias, com 19 pontos e 24 rebotes, sendo 7 deles ofensivos - apesar de ter cometido as 6 faltas e ser ejetado da partida, não é justo dizer que esse foi um fator problemático para o jogo, uma vez que o péssimo terceiro período deu ao Mavericks uma confortável liderança, que foi carregada até o final da partida. 

Além de Drummond, outro ponto de destaque é a mudança feita por Stan Van Gundy no quinteto titular, com Greg Monroe (envolvido em numerosos rumores de troca nos últimos dias) saindo do banco e Kyle Singler começando como titular. No entanto, ainda na busca pela melhor formação, Singler vem tendo algo em torno de 20 minutos por noite como titular, tendo menos minutos do que Caron Butler na maioria das partidas. A rotação está bem mais presente. Pontos fracos no quinteto inicial, Caldwell-Pope agora tem a sombra de Jodie Meeks, retornando de lesão, e Brandon Jennings divide minutos com D.J. Augustin desde o começo da temporada, apesar de ambos viverem uma má fase crônica. Josh Smith continua o mesmo, porém com média de apenas uma bola de três por jogo, é uma evolução.

No lado adversário, apesar de ter recentemente perdido DeMar DeRozan (um dos nomes mais legais da história) por lesão, o Raptors ainda assim é a melhor equipe da conferência Leste, com 20-6. Mais do que isso, a equipe vem praticando um belo basquete, ancorada em seu armador, Kyle Lowry, e em jogadores menos falados, como Terrence Ross e Lou Williams. Lou, por sinal, é o grande destaque da segunda unidade da equipe do Raptors, com belos 14,4 pontos por jogo saindo do banco, em apenas 22 minutos por noite, em média. Anulá-lo é um dos segredos para uma possível vitória. O problema é que o elenco do Pistons não tem profundidade o suficiente para tal, uma vez que a marcação titular de perímetro já é bastante debilitada. Outro duelo interessante é no garrafão. O lituano Jonas Valanciunas é um pivô de bastante potencial, que vem tendo um bom ano, vamos ver como Drummond se sai contra ele. A situação de ambos é parecida. Jovens, com bastante potencial e que vem amadurecendo com o passar de seus anos na NBA.

Um jogo muito complicado para o Pistons, que, após duas vitórias consecutivas contra adversários mais fracos, enfrentou e perdeu para dois times muito fortes. Veremos como a equipe se sai contra um time tecnicamente inferior, mas muito entrosado, bem treinado, empolgado e em um grande momento.

História do confronto

Na história da NBA, Pistons e Raptors se enfrentaram 71 vezes. E, apesar de ter perdido cinco das últimas seis partidas contra a equipe de Toronto, o Pistons ainda leva vantagem: 47 vitórias contra 24.

Ficha técnica - 19/12/2014
Local: The Palace of Auburn Hills, MI
Horário: 7:30 PM (local), 22:30 (Brasília)

Prováveis Lineups:
Pistons:
PG - #7, Brandon Jennings
SG - #5, Kentavious Caldwell-Pope
SF - #25, Kyle Singler
PF - #6, Josh Smith
C - #0, Andre Drummond

Raptors
PG - #7, Kyle Lowry
SG - #2, Landry Fields 
SF - #31, Terrence Ross
PF - #15, Amir Johnson
C - #17, Jonas Valanciunas

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Já no primeiro back-to-back da temporada, Pistons tenta demonstrar força e se reabilitar de um péssimo jogo (Foto: Toledo Blade)
Após uma péssima estréia, com uma atuação ofensiva deprimente, o Pistons se mantém na estrada e viaja de Denver para Minnesota, para enfrentar o Timberwolves. Como não tive tempo para fazer o pós-jogo da estréia, resumirei o jogo em poucas palavras: Quando Josh Smith arremessa 22 (vinte e duas) bolas na partida, não dá para esperar uma vitória.

Para se reabilitar, o time encara um time que passou por uma mudança profunda nessa temporada. Kevin Love, insatisfeito, finalmente se foi. Em troca, um dos prospectos mais empolgantes e comentados dos últimos tempos, o ala-armador canadense Andrew Wiggins. Além dele, outra primeira escolha de draft também veio do Cavaliers: o também canadense Anthony Bennett, que decepcionou em sua temporada de estréia, mas está mais magro, motivado e pronto para mostrar para todos que ele não é apenas mais um bust na liga. Além deles, nessa jovem eqiupe em reconstrução, chegou o ala-pivô Thaddeus Young, sólido jogador, vindo do Sixers, que trocou todos seus jogadores por três balas e um palhaço. Na sua estréia, Minnesota perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies, por 105-101.

Já o Pistons, ainda não sofrerá a sentida falta de Greg Monroe, que foi suspenso pela liga por quatro jogos, por conduta inadequada. Além dele, a já sabida ausência de Jodie Meeks. Contra um time inferior ao da estréia, a equipe tenta vencer e convencer. De destaque da partida de ontem, apenas DJ Augustin (15 pontos, 6 rebotes, 3 assistências em 28 minutos), que teve partida infinitamente superior ao titular Brandon Jennings.

Por enquanto, nada além do previsto. Veremos hoje.

História do confronto

Na história da NBA, Wolves e Pistons se enfrentaram 49 vezes. O Pistons venceu 23 vezes e o Timberwolves 26 vezes. Porém, nos últimos 8 confrontos, 7 vitórias de Denver, e apenas uma de Detroit. Minnesota venceu as oito últimas partidas entre os dois.

Ficha técnica - 29/10/2014
Local: Target Center, MN
Horário: 8:00 PM (local), 22:00 (Brasília)

Prováveis Lineups:
Pistons:
PG - #7, Brandon Jennings
SG - #5, Kentavious Caldwell-Pope
SF - #25, Kyle Singler
PF - #6, Josh Smith
C - #0, Andre Drummond

Timberwolves
PG - #9, Ricky Rubio
SG - #13, Corey Brewer
SF - #22, Andrew Wiggins
PF - #33, Thaddeus Young
C - #14, Nikola Pekovic

Pré-Jogo: Detroit Pistons (0-1) @ Minnesota Timberwolves (0-1)

Por Gabriel Nistardo  |  Sem comentários

Já no primeiro back-to-back da temporada, Pistons tenta demonstrar força e se reabilitar de um péssimo jogo (Foto: Toledo Blade)
Após uma péssima estréia, com uma atuação ofensiva deprimente, o Pistons se mantém na estrada e viaja de Denver para Minnesota, para enfrentar o Timberwolves. Como não tive tempo para fazer o pós-jogo da estréia, resumirei o jogo em poucas palavras: Quando Josh Smith arremessa 22 (vinte e duas) bolas na partida, não dá para esperar uma vitória.

Para se reabilitar, o time encara um time que passou por uma mudança profunda nessa temporada. Kevin Love, insatisfeito, finalmente se foi. Em troca, um dos prospectos mais empolgantes e comentados dos últimos tempos, o ala-armador canadense Andrew Wiggins. Além dele, outra primeira escolha de draft também veio do Cavaliers: o também canadense Anthony Bennett, que decepcionou em sua temporada de estréia, mas está mais magro, motivado e pronto para mostrar para todos que ele não é apenas mais um bust na liga. Além deles, nessa jovem eqiupe em reconstrução, chegou o ala-pivô Thaddeus Young, sólido jogador, vindo do Sixers, que trocou todos seus jogadores por três balas e um palhaço. Na sua estréia, Minnesota perdeu para o bom time do Memphis Grizzlies, por 105-101.

Já o Pistons, ainda não sofrerá a sentida falta de Greg Monroe, que foi suspenso pela liga por quatro jogos, por conduta inadequada. Além dele, a já sabida ausência de Jodie Meeks. Contra um time inferior ao da estréia, a equipe tenta vencer e convencer. De destaque da partida de ontem, apenas DJ Augustin (15 pontos, 6 rebotes, 3 assistências em 28 minutos), que teve partida infinitamente superior ao titular Brandon Jennings.

Por enquanto, nada além do previsto. Veremos hoje.

História do confronto

Na história da NBA, Wolves e Pistons se enfrentaram 49 vezes. O Pistons venceu 23 vezes e o Timberwolves 26 vezes. Porém, nos últimos 8 confrontos, 7 vitórias de Denver, e apenas uma de Detroit. Minnesota venceu as oito últimas partidas entre os dois.

Ficha técnica - 29/10/2014
Local: Target Center, MN
Horário: 8:00 PM (local), 22:00 (Brasília)

Prováveis Lineups:
Pistons:
PG - #7, Brandon Jennings
SG - #5, Kentavious Caldwell-Pope
SF - #25, Kyle Singler
PF - #6, Josh Smith
C - #0, Andre Drummond

Timberwolves
PG - #9, Ricky Rubio
SG - #13, Corey Brewer
SF - #22, Andrew Wiggins
PF - #33, Thaddeus Young
C - #14, Nikola Pekovic

18:49 Compartilhe:
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